sexta-feira, 7 de novembro de 2014
"Pazciência ou pazciêntando-se-A Ciência da paz"
Sai vitorioso dessa batalha todo aquele que sabe dominar a arte e a ciência da paz.
Paz, um exercício a ser praticado diariamente.
O exercício da paz vale a pena ser buscado, pois a impaciência é o estopim de muitos males.
Os ignorantes querem a ciência, para desenvolver a guerra,o mundo quer a paz, para defender-se dessa ciência ilógica e a paciência é o despertar da Espiritualidade.
Ter paciência é ter a ciência da paz em si, é a virtude de quem suporta calmamente angústias físicas ou mentais, males ou incômodos sem queixumes.
Só com paciência se equilibra a nossa excessiva impaciência.
A paciência é uma qualidade do ramo das virtudes ou um defeito do ramo das maldades.
È, conforme o ponto de vista, um aspecto positivo ou negativo que caracteriza o comportamento humano.
A constatação de que existe paciência também revela que a impaciência não está longe.
Paciência ilimitada é uma virtude rara e muitas vezes suicidária.
A paciência esgota-se mais ou menos depressa.
A paciência é sempre um sinal revelador do nosso estado de espírito.
A maneira pela qual se manifesta, se transforma, se esvai ou se satura, dando origem à impaciência, nem sempre é igual mas caracteriza, para um dado estado de espírito, o comportamento individual.
Constantemente chegamos à conclusão que o que nos impacienta nem sempre sensibiliza os outros e o que olhamos com paciência é motivo de revolta e impaciência no espírito alheio.
Esta simples contradição dá origem a permanentes litígios, constantes aversões, ódios e ofensas.
Todos temos um nível de tolerância à contradição da nossa razoável impaciência com a exagerada paciência dos outros e da nossa, pensamos sempre, sensata paciência com a sua excessiva impaciência. Se não houver motivos particulares está definido o nosso grau de sociabilidade.
A importância que, relativizando-o, nós dermos ao assunto que é motivo da nossa paciência ou impaciência pode ajudar-nos a controlar as nossas reações.
O que é diferente de pensarmos que a paciência ou impaciência são sempre de louvar ou pelo contrário merecedoras do nosso desdém.
Uma atitude inicial acertada é sempre mais importante do que qualquer distanciamento que criemos mais tarde.
Porque, se nós estamos sempre predispostos a aprender e a reformular reações que, por força do hábito, tornamos quase mecânicas, a sociedade privilegia comportamentos rígidos, quando não agressivos.
A agressividade, traduzida em insultos e outras ofensas graves, está tão arreigada no comportamento de muita gente que é incorporada na sua própria imagem.
Por isso ela se transfere doutras formas de conflitualidade social em que se poderá justificar (¿), para esta situação de simples divergência entre uns que são pacientes e outros pelo contrário.
É muitas vezes assumido como valor civilizacional aceite que a paciência tem limites.
Que, passados estes, será natural cairmos num estado de impaciência. Objetivamente não cedemos perante a não satisfação de um dado objetivo que tínhamos em vista.
Como a impaciência também tem limites só temos duas saídas: caminhar para a agressividade ou regredir para um estado de paciência.
Controlamos cada vez melhor a impaciência, sendo impacientes cada vez mais.
Adquirimos mais sabedoria para atingir os mesmos objetivos, contornando os obstáculos perante os quais a nossa paciência tinha limites.
Mas, se o tempo e a experiência são por si mesmos importantes, as exceções continuam a surgir e a revelar afinal alguma forma de exclusão social.
Por outro lado as contradições continuarão a existir e, tendo em vista os nossos objetivos, não nos podemos cingir somente à forma, antes prosseguiremos na tentativa de explorar em nosso proveito as nossas diferentes atitudes, nem que isso passe por nos “deixarmos” vitimizar ou pelo contrário usar outras formas de persuasão ou constrangimento para conseguir esses objetivos.
Baseados na forma podemos atribuir méritos ou deméritos às atitudes, mas são os objetivos que permitem não confundir paciência com covardia ou impaciência com bravura.
Por outro lado os objetivos não justificam tudo, embora, quando prosseguimos objetivos coletivos, tenha que haver sempre quem ceda em relação àqueles que lhe são mais próprios.
Uma das formas pela qual é vulgar surgir a impaciência é, usando a indefinição dos outros, tentar levá-los dessa maneira a tomar decisões rápidas.
Além de vencidas possíveis hesitações, consegue-se assim subtrair a questão a alguma observação e ponderação mais atentas.
Querendo andar para a frente, sem mais, até se apelida a paciência dos outros de demissão.
A paciência em excesso também pode ser contraproducente. Empregando o necessário calculismo, muitas vezes somos pacientes com o objetivo de levar os outros a aceitarem também serem resignados, como nós somos ou parecemos.
Como não queremos que se avance, acusamos os outros de aventureirismo e, não revelando os verdadeiros motivos, coagimo-los a abandonar uma impaciência salutar.
A nossa paciência, ou a ausência dela, é função não só do nosso passado, da satisfação ou não dos nossos objetivos crescentes, mas também do caminho que queremos seguir e das forças que julgamos possuir para garantir um sucesso, que pode ser uma ação futura vitoriosa ou simplesmente a fuga a uma qualquer humilhação.
Mas na sociedade há uma impaciência crescente que mais se nota, muitas vezes sem objetivos definidos, outras vezes perante a não satisfação de objetivos demasiado concretos, mas irrealistas.
Somos excessivamente volúveis para conseguir um equilíbrio saudável.
Cultivemos a paciência, cultivemos a paz!
Fonte:http://trigalfa-publicado.blogspot.com.br/2007/11/s-com-pacincia-se-equilibra-nossa.html
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário